INTRODUÇÃO CORRETA DOS ALIMENTOS


IDADE DE INTRODUÇÃO E FREQÜÊNCIA:
Com a aproximação do sexto mês de vida, o grau de tolerância gastrointestinal e a capacidade de absorção de nutrientes do bebê, atingem um nível satisfatório e, por sua vez, a criança vai se adaptando física e fisiologicamente para uma alimentação mais variada quanto a consistência e textura.
Entre os seis aos 12 meses de vida, a criança necessita se adaptar aos novos alimentos, cujos sabores, texturas e consistências são muito diferentes do leite materno. Durante essa fase, não é preciso se preocupar com a quantidade de comida ingerida; o mais importante é proporcionar introdução lenta e gradual dos novos alimentos para que a criança se acostume aos poucos.
Nessa fase é comum querer colocar as mãos na comida. É importante que se dê liberdade para que ela explore o ambiente e tudo que a cerca, inclusive os alimentos, permitindo que tome iniciativas.
COMPOSIÇÃO E CONSISTÊNCIA:
Deve-se procurar variar ao máximo a dieta para que a criança receba todos os nutrientes de que necessita e, também, para contribuir com a formação dos hábitos alimentares, além de evitar a monotonia alimentar.
IMPORTANTE:
• Estimular o consumo de alimentação básica e alimentos regionais (arroz, feijão, batata, mandioca/macaxeira/aipim, legumes, frutas, carnes);
• A carne deve fazer parte das refeições desde os seis meses de idade;
• O profissional deve insistir na utilização de miúdos uma vez por semana, especialmente fígado de boi, pois são fontes importantes de ferro;
• Crianças que recebem outro leite que não o materno devem consumir no máximo 400ml por dia.
ALIMENTAÇÃO VARIADA: GARANTIR OS GRUPOS DE ALIMENTOS:
A garantia do suprimento adequado de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento da criança após o sexto mês depende da disponibilidade de nutrientes no leite materno e na alimentação complementar. Ao orientar o planejamento da alimentação da criança, deve-se procurar respeitar os hábitos alimentares e as características socioeconômicas e culturais da família, bem como priorizar a oferta de alimentos regionais, levando em consideração a disponibilidade local de alimentos.
CUIDADOS DE HIGIENE:
O período de introdução da alimentação complementar é de elevado risco para a criança, tanto pela oferta de alimentos inadequados, quanto pelo risco de sua contaminação devido à manipulação/preparo inadequados, favorecendo a ocorrência de doença diarréica e desnutrição.
Práticas alimentares de higiene dos alimentos complementares são um importante componente para a prevenção e redução da ocorrência das doenças diarréicas e suas conseqüentes repercussões negativas para o estado nutricional das crianças.
HIGIENE E SAÚDE BUCAL:
A fluoração da água, a escovação dos dentes com cremes dentais (dentifrício) fluoretados e o hábito alimentar saudável constituem as melhores medidas para prevenção de cáries e outros problemas bucais nas crianças.
 
Apesar de ser uma medida de difícil adoção pelos pais, é interessante recomendar a higiene da cavidade bucal da boca do bebê desde o nascimento, com fralda de pano limpa umedecida em água filtrada ou fervida, com a finalidade de se criarem hábitos de higienização.
 
Quando começarem a nascer os dentes decíduos (de leite) da frente, a limpeza também é feita com fralda de pano limpa umedecida em água filtrada ou fervida.
 
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Escrito por: Acadêmica Ana Zamberlan
Revisado por: Prof. Ma. Maria Luísa Gregoletto

REFERÊNCIAS:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.

 




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